• Rafael Trento

Sua loja tem rupturas fantasma e voc√™ nem percebe! ūüėį

O que é ruptura de estoque?

A ruptura de estoque nada mais é do que a falta de um determinado produto para a venda. Quando você vai ao supermercado, por exemplo, em busca de uma marca de refrigerante e não a encontra, está diante de um caso de ruptura.

Dentro do planejamento de reposi√ß√£o de estoque, a empresa precisa levar em considera√ß√£o in√ļmeros aspectos e a inten√ß√£o √© assegurar que o consumidor jamais sinta falta de algo nas prateleiras.



Quando algum processo n√£o √© bem executado ou os n√ļmeros utilizados n√£o refletem a realidade do mercado, o problema surge e traz consigo uma s√©rie de consequ√™ncias negativas, desde a perda de vendas √† insatisfa√ß√£o dos consumidores.

Para ajudar a mensurar a ruptura, existe um índice que aponta a porcentagem de produtos em falta em relação ao total de itens de uma loja, considerando o catálogo total de produtos.

Por exemplo: se um varejo vende 10 marcas de água mineral de 500 ml e uma delas está sem estoque, a ruptura desse produto é de 10%. Calculado com base no mix de cada loja, o indicador não considera o histórico de vendas e é independente da demanda.

Quais as causas para a ruptura de estoque?

Afinal, quais as causas para a falta de um produto na g√īndola? Em geral, diversas situa√ß√Ķes contribuem para que esse tipo de falha aconte√ßa.

Em primeiro lugar, √© poss√≠vel observar alguns problemas dentro do pr√≥prio varejo ‚ÄĒ na distribui√ß√£o interna, s√£o enviadas quantidades erradas para cada loja, por exemplo. Nesses casos, alguns locais ter√£o estoque em excesso e outras enfrentam a ruptura.

Outro motivo bastante comum √© a exist√™ncia de um sortimento inadequado, que pode ser causado por diversos motivos, como a falta de visibilidade e acompanhamento dos dados de vendas e o processo de compras. Na tentativa de baixar custos e aumentar a margem de lucro sobre determinado produto, por exemplo, o varejo busca descontos com a ind√ļstria.

Até aí tudo bem. No entanto, para conseguir um preço atrativo, ele acaba adquirindo um lote maior de determinado item, o que prejudica o espaço disponível para os demais produtos. Dessa maneira, esse desequilíbrio será percebido nas prateleiras, já que algumas mercadorias faltarão e outras sobrarão.

Conforme mencionado, a ind√ļstria tamb√©m contribui para o problema. Em geral, a n√£o emiss√£o do pedido, os erros no abastecimento do centro de distribui√ß√£o e a demora para a entrega das mercadorias podem desencadear o aumento da ruptura.

Além disso, a lógica de empurrar produtos para o varejo, sem que necessariamente as lojas tenham necessidade é uma das causas. A manufatura costuma enviar lotes grandes para as lojas, na tentativa de aumentar suas vendas. O problema é que, para isso, ele acaba priorizando um varejo, em detrimento de outros, que podem acabar sofrendo ruptura.


Quais as consequências da ruptura para o negócio?

Em resumo, a ruptura faz com que a ind√ļstria e o varejo percam vendas. √Č preciso entender que uma porcentagem das pessoas que vai ao supermercado, por exemplo, em busca de uma marca acaba levando um produto similar (o que, para a ind√ļstria, √© ruim), mas outro grupo deixa de efetuar a compra.

√Č poss√≠vel, inclusive, que algu√©m que tenha ido fazer as compras do m√™s, ao perceber a falta de determinado produto, desista e procure outro supermercado com o intuito de fazer uma √ļnica compra. Nesse caso, todos os envolvidos na cadeia de suprimento saem perdendo.

Dessa maneira, podemos dizer que as principais consequências negativas da ruptura de estoque são:

  • o cliente desiste de comprar;

  • o consumidor decide comprar em outra loja;

  • a pessoa opta por levar um produto de outra marca;

  • o cliente sente-se insatisfeito e n√£o volta a comprar naquele neg√≥cio.


O que fazer para evitar as rupturas?

Para evitar as rupturas é preciso comprar e distribuir adequadamente, e isso deve ser feito de acordo com a demanda. Confira abaixo algumas dicas!


Acompanhar dados de sell-out

O varejo e a ind√ļstria devem acompanhar de perto os dados de sell-out, ou seja, das vendas ao consumidor final. Saber o que o cliente est√° comprando ajuda a identificar os produtos com mais ou menos vendas. Consequentemente, ser√° poss√≠vel fazer compras mais assertivas, ‚ÄĒ colocando na loja aquilo que tem uma maior sa√≠da e comprando menos os itens que n√£o t√™m um grande volume de vendas.


Investir no controle de estoque

N√£o h√° como combater a ruptura sem uma gest√£o de estoque qualificada nas lojas e, para a ind√ļstria, sem acompanhar a movimenta√ß√£o de seus produtos no varejo. Afinal, o gestor deve ter informa√ß√Ķes exatas e em tempo real de tudo o que tem armazenado e do que √© preciso repor com mais urg√™ncia.

Quando h√° esse controle efetivo, o processo de reposi√ß√£o √© muito mais r√°pido e adequado. As informa√ß√Ķes sobre o n√≠vel do estoque evitar√£o que a ruptura aconte√ßa e s√£o essenciais para a manuten√ß√£o das vendas da empresa.


Apostar em um trabalho colaborativo

Varejo e ind√ļstria precisam aprender a trabalhar em conjunto. Para garantir uma produ√ß√£o adequada, a manufatura deve ter acesso aos dados gerados nos pontos de vendas. De igual maneira, o varejo precisa dialogar com os fornecedores e garantir uma reposi√ß√£o r√°pida e coerente.

A colabora√ß√£o faz com que a ind√ļstria mande os produtos certos e na quantidade ideal para cada loja, o que √© extremamente importante. Afinal, repor a mesma quantidade para todos os varejos n√£o √© a decis√£o correta, pois as vendas em cada um deles √© diferente.

Enfrentar a falta de produtos nas g√īndolas √© uma quest√£o de sobreviv√™ncia. Diante de uma sociedade din√Ęmica, um consumidor exigente e um mercado t√£o competitivo, as empresas precisam se esfor√ßar para atender as demandas de seu p√ļblico no tempo, local e quantidade exata.

Est√° claro que os dados de sell-out (vendas) s√£o fundamentais para a ind√ļstria combater a ruptura. Mas, para que isso seja efetivo, √© necess√°rio utilizar os dados de sell-out (vendas) de forma estrat√©gica.

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