• Dionathan Sousa

Entenda como o Covid-19 está acelerando o comércio eletrônico e impactando o setor varejista


A pandemia Covid-19 e a imposição do isolamento social têm trazido para a sociedade profundas transformações sociais e econômicas. Diante desta crise global sem precedentes, a queda no consumo é inevitável.


Os impactos econômicos têm sido catastróficos. Como aponta a pesquisa realizada pelo Sebrae. Até o momento, pelo menos 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas e 9 milhões de funcionários foram demitidos em razão dos efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus.


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Durante esse período ainda incerto de quarentena, lojas são fechadas ou acabam reduzindo suas atividades. O fechamento da maior parte do comércio por exemplo tem forçado grande parte dos empreendimentos a migrarem seu varejo físico para o online. E aí está a questão, esse novo comportamento, seja por meio do consumo ou prestação de serviço, dá início há uma nova fase para o varejo brasileiro.


Na contramão da crise


Uma pesquisa desenvolvida pela empresa de Inteligência de mercado Compre & Confie apontou que, somente no mês de abril, o e-commerce brasileiro faturou R$ 9,4 bilhões, um aumento de 81% em relação ao mesmo período do ano passado.


O estudo indicou ainda que a alta do setor reflete o aumento de 98% nas compras online, percentual equivalente a 24,5 milhões de pedidos atendidos. As categorias que tiveram o maior crescimento em volume de compras foram: Alimentos e Bebidas (aumento de 294,8% em relação a abril de 2019), Instrumentos Musicais (+252,4%), Brinquedos (+241,6%), Eletrônicos (+169,5%) e Cama, Mesa e Banho (+165,9%).


O crescimento do comércio eletrônico alavancado pela pandemia fez com que o Mercado Livre, um dos maiores marketplace do país, investisse na ampliação do seu espaço físico e inclui-se produtos de supermercado em sua lista.



Segundo a coluna Broadcast, do Estadão, o Mercado Livre já locou novos galpões nas cidades de Aracaju (SE), Juiz de Fora (MG) e Guarulhos (SP). A empresa ainda negocia novas locações em Contagem (MG) e Viana (ES). A ideia é diminuir o tempo de frete e, assim, alcançar mais vendas mesmo após a pandemia.


Apesar dos números, o acesso online a itens básicos ainda é limitado no Brasil. Hoje, das 50 maiores redes de supermercados do país, apenas 18 possuem e-commerces em suas plataformas online e, mesmo assim, em cinco desses grupos varejistas, o comércio pela internet não está disponível em todas as marcas da rede.


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Além disso, segundo uma pesquisa realizada pela Bela Vista, empresa que gerencia o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e serviços como análise de CPF, destacou que, para 42% das empresas brasileiras, as vendas online representam até 10% do faturamento.

Já 22% tira entre 10% e 30% do faturamento da internet. Assim, de dez empresas brasileiras, seis ainda dependem do varejo físico para obter 70% ou mais de sua receita. Por fim, apenas 20%, ou duas em cada dez empresas, conseguem obter online mais da metade da receita.


A baixa penetração do comércio eletrônico é uma realidade no Brasil. Dados compilados pela eBit/Nielsen e por bancos como o Bradesco BBI mostram que o comércio eletrônico brasileiro representa entre 4% e 6% das vendas do varejo. Em países como a China, o e-commerce já responde por mais de 10% das vendas.

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